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AHRESP diz ter garantia do Governo sobre linha de apoio à tesouraria com componente de fundo perdido

AHRESP diz ter garantia do Governo sobre linha de apoio à tesouraria com componente de fundo perdido

A Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) pede ao Governo que concretize os anúncios que tem vindo a fazer de apoio ao setor. Admite que o diálogo tem existido, mas até agora o que há são apenas promessas.

Andreia Brito, Rosário Lira - RTP Antena 1 /

Imagem e edição vídeo: Pedro Chitas

Em Leiria há empresários que ainda não receberam nenhum apoio; aqueles que tinham financiamentos ainda do tempo da pandemia continuam à espera de uma dilação no tempo dos pagamentos e a linha de apoio financeiro à tesouraria às microempresas anunciado em janeiro continua na gaveta.

Ainda assim, em entrevista à RTP Antena 1 e ao Jornal de Negócios, Ana Jacinto, secretária-geral da AHRESP, diz ter a garantia do Governo de que, para compensar os impactos da guerra no Médio Oriente, a linha de apoio financeiro à tesouraria com uma componente de fundo perdido vai avançar.

Pelo caminho falta ainda cumprir a promessa de prolongar no tempo os empréstimos da pandemia.
Falta também prolongar as ajudas aos empresários afetados pelas tempestades de janeiro e fevereiro deste ano. "Respostas concretas ainda não temos", adianta Ana Jacinto, acrescentando: "está na altura de dar concretização a algumas medidas apresentadas".
Sobre o impacto da Guerra do Médio Oriente no setor, Ana Jacinto admite que já há um reflexo do acréscimo de custos no preço ao consumidor, mas que não corresponde à totalidade do aumento que os empresários estão a ter.
A secretária-geral da AHRESP lembra que, nalgumas categorias dos produtos alimentares, estamos a falar de aumentos de 30 por cento, com tendência para agravar porque só os números de abril é que vão revelar o verdadeiro impacto da crise dos combustíveis. Ana Jacinto fala de uma situação "muito preocupante" e "tremenda" para o sector da restauração.
Esta situação faz com que as expetativas para o verão sejam de "apreensão" sobre o que poderá acontecer na época alta do turismo.
Sobre as alterações à legislação laboral, Ana Jacinto considera que seria preferível alcançar um acordo em sede de concertação social porque teme o resultado que possa advir de uma discussão no Parlamento sem acordo prévio entre a UGT e as confederações patronais.
Nesta entrevista à Antena 1 e ao Jornal de Negócios, Ana Jacinto revela que ainda há muitas dúvidas sobre a implementação do sistema de devolução e reembolso de garrafas e que a Agência Portuguesa do Ambiente está a preparar uma circular para clarificar essas dúvidas que subsistem. Fala na existência de "dúvidas" e "nebulosas".
Acresce a esta situação o facto de os fornecedores não fazerem a recolha do vasilhame e de as empresas não terem a capacidade de armazenamento.
Nesta entrevista ao programa Conversa Capital e a propósito da mudança da Direção da Confederação do Turismo de Portugal, em 2027, Ana Jacinto adianta que no dia 6 de maio haverá uma reunião da Direção para decidir quem será o candidato apoiado pela AHRESP. Para esta reunião foram convidados os dois candidatos: Pedro Costa Ferreira e Bernardo Trindade.

Entrevista conduzida por Rosário Lira, da Antena 1, e Inês Pinto Miguel, do Jornal de Negócios.
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